Manifesto

Por que eu fotografo?

Acredito na beleza, no poder da beleza de acalmar a mente. Acredito no poder da beleza de promover a paz. Paz de espírito. Paz entre as mentes.

Acredito no mundo natural como fonte de beleza. Encontro beleza no mundo natural.

Acredito que o ser humano pode criar beleza. É isso que a arte é.

Acredito que a fotografia é uma interseção: a beleza tirada do mundo natural, do mundo exterior, e tornada humana, transformada em beleza feita pelo homem.

Acredito que as árvores nos dão poder espiritual.
Acredito que as fotografias podem nos transmitir um pouco desse poder.
Acredito que as fotografias podem ser poderosas. Lembretes poderosos. Inspirações poderosas.

Acredito que as paisagens vastas abrem a mente. Acredito que as fotografias de paisagens vastas nos lembram de abrir a mente. Elas nos lembram de como somos minúsculos — nós e os nossos problemas.

Acredito que as plantas se comunicam conosco. Pelo perfume, mas também pela forma.
Acredito que elas têm boas intenções.

Acredito que as fotografias de plantas acalmam a mente e promovem o bem-estar. Elas nos fazem admirar os detalhes que estão lá fora. As fotografias percebem os detalhes que não nos damos o tempo de perceber.

Acredito que as fotografias nos lembram da dignidade do outro. Talvez possam até nos tornar mais respeitosos e compassivos. E não só com os outros seres humanos. Mas com tudo.

Acredito na qualidade. Na qualidade da qualidade. Acredito que a qualidade importa. Acredito em dar às minhas fotografias a mais alta qualidade de que sou capaz.

Acredito no humano. No humano imperfeito. Na imperfeita qualidade humana. A imperfeição é uma qualidade. Toda coisa perfeita é perfeita da mesma maneira. Toda imperfeição é imperfeita à sua maneira.

Por que eu fotografo? Porque quero inspirar com a beleza, pela beleza. Com qualidade, pela qualidade. Imprimo fotografias porque acho que a beleza que deslumbra e inspira precisa ser exposta. Para deslumbrar e inspirar.

Fotografo porque acho que a arte é uma escada para descer da esteira. Porque a arte nos tira do mundo enlouquecedor e nos leva a um mundo mais são, mais íntimo, que de alguma forma faz sentido. A beleza faz sentido. As árvores e as plantas fazem sentido. As paisagens vastas fazem sentido. Pausa. A arte nos convida à pausa. A pausa faz sentido. É por isso que eu fotografo.